O reitor da Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN), José Daniel Diniz Melo, recebeu ontem, 16, o Coletivo Luta Educadora, que apresentou propostas para contribuir com a gestão universitária no enfrentamento ao assédio sexual, em busca de uma instituição segura para as mulheres, com acolhimento, escuta, educação para prevenir o problema e processo de apuração caso ele aconteça.
Uma carta foi apresentada com propostas, para que a instituição possa avançar no enfrentamento ao assédio sexual. Entre as proposições estão a criação de uma cartilha sobre assédio sexual no trabalho e a promoção de campanhas nos canais de comunicação institucionais; a criação de uma rede de acolhimento das vítimas de assédio; a inclusão da Comissão de Humanização das Relações de Trabalho no enfrentamento do assédio sexual, machismo, racismo, lgtfobia e capacitismo, além da inserção das discussões desses temas centrais na Semana de Avaliação e Planejamento e nos Planos de Gestão da UFRN, assim como nos Planos de Ação Trienal dos Cursos e nas políticas dos departamentos.
O reitor da UFRN agradeceu pelas contribuições e ressaltou a preocupação institucional da pauta em questão. “Enquanto houver casos de assédio na universidade, precisamos continuar buscando soluções para avançar no enfrentamento. Vamos trabalhar juntos nesse processo”, afirmou Daniel Diniz. A pró-reitora de Gestão de Pessoas, Mirian Dantas dos Santos, pontuou algumas iniciativas em curso para avançar no combate ao assédio, em especial a sistematização de uma política institucional. O psicólogo organizacional da Progesp, Joatã Soares, complementou com a proposta de retomada e expansão do Comitê UFRN com Diversidade, a fim de promover discussões e ações de enfrentamento a todos os tipos de violência.
O momento foi acompanhado por representantes do Sindicato Estadual dos Trabalhadores em Educação do Ensino Superior (Sintest), que também discutiu demandas sobre aposentadoria, transporte circular e disponibilidade de diretores. Além do Coletivo Luta Educadora e do Sintest, a carta aberta é assinada pelo Sindicato dos Docentes da UFRN (Adurn), DCE José Silton Pinheiro e Centro de Referência em Direitos Humanos Marcos Dionísio (CRDH).