Uso de maconha é relacionado a alterações epigenéticas, diz estudo

Uma pesquisa realizada recentemente pela Universidade Northwestern (EUA) e publicada na revista Molecular Psychiatry traz à tona novas informações sobre o impacto do uso prolongado da maconha no epigenoma humano – isto é, as marcas químicas que determinam a quantidade expressa de genes. O novo estudo revelou que o consumo regular da cannabis está associado a mudanças significativas na metilação do DNA, processo que modifica a expressão gênica.

A cannabis é a droga mais consumida nos Estados Unidos, com dados dos Centros de Controle e Prevenção de Doenças do país apontando que cerca de 18% da população estadunidense, aproximadamente 48,2 milhões de pessoas, utilizaram a erva pelo menos uma vez em 2019. Apesar de sua crescente popularidade e da legalização em vários estados, os efeitos do consumo dessa planta na saúde ainda não são completamente compreendidos.

“Identificamos anteriormente associações entre o uso de maconha e o processo de envelhecimento, conforme indicado pela metilação do DNA. Queríamos explorar ainda mais se fatores epigenéticos específicos estavam associados à maconha e se esses fatores estão relacionados a resultados de saúde”, diz Lifang Hou, chefe de Epidemiologia e Prevenção do Câncer no Departamento de Medicina Preventiva da Northwestern, em comunicado.

Fonte: Revista GALILEU