Interferência nas eleições, suborno a atriz pornô e retenção de documentos secretos: entenda as acusações contra Donald Trump

O ex-presidente dos Estados Unidos Donald Trump foi acusado formalmente pela quarta vez (veja mais abaixo) na noite desta segunda-feira (14) por tentativa de alterar os resultados das eleições de 2020 através do estado da Geórgia.

Alvo de 13 acusações neste caso, entre elas falsificação e extorsão, Trump passou a ser investigado após o vazamento do áudio de um telefonema entre ele e Brad Raffensperger, secretário da Geórgia e principal funcionário eleitoral do estado.

“O que eu quero fazer é o seguinte: eu só quero encontrar 11.780 votos. Que é 1 a mais do que temos, já que ganhamos no estado”, disse Trump, sem apresentar provas, enquanto pressionava Raffensperger para que ele refizesse a contagem na Geórgia, oficialmente vencida por Biden.

Em março de 2023, o ex-presidente foi acusado formalmente por não ter declarado o pagamento de US$ 130 mil (R$ 646 mil) para que Stormy Daniels, uma atriz pornô, se mantivesse em silêncio sobre um suposto relacionamento extraconjugal.

O caso aconteceu semanas antes das eleições gerais de 2016. Na ocasião, ele foi eleito na disputa contra Hillary Clinton.

O pagamento não seria ilegal, mas, na prática, o dinheiro foi justificado como honorário advocatício. Para um dos advogados de Trump, Michael Cohen, essa foi uma tentativa de esconder a natureza do pagamento que pode ser considerada criminosa; os promotores afirmam que foi uma falsificação de registro comercial.

Além disso, o pagamento indireto também seria uma tentativa de esconder uma relação dos eleitores, afirmam os promotores.

A principal testemunha do caso é justamente Cohen. Foi ele quem pagou o dinheiro para que Stormy Daniels ficasse em silêncio — de acordo com o advogado isso foi feito por ordens do próprio Trump.

Esse tipo de crime, normalmente, não é penalizado com a prisão, entretanto, cada acusação do caso tem uma pena máxima de 4 anos.

Documentos do Pentágono

Em junho deste ano ele foi acusado de manusear e guardar intencionalmente, sem permissão, documentos secretos do Departamento de Defesa, o Pentágono.

Na ocasião, 13.000 documentos foram apreendidos na casa de Trump na Flórida e em um clube de golfe em Nova Jersey em agosto de 2022. Cerca de 100 deles estavam marcados como “classificados”, ou seja, incluíam informações sensíveis.

Neste caso, Trump responde a 37 acusações criminais, incluindo:

Retenção não autorizada de documentos de segurança nacional;
Conspiração;
Obstrução de Justiça;
Falso testemunho;
Manuseio incorreto de documentos oficiais;
Desrespeito ao tribunal.
O processo conta com fotos que mostram caixas de documentos em um banheiro, no palco de um auditório e em uma despensa.

Fonte: G1