O Nobel de Literatura foi atribuído nesta quinta-feira (7) ao escritor Abdulrazak Gurnah, da Tanzânia. Ele é o primeiro não europeu ou americano a receber a distinção desde 2012 e a quarta pessoa negra da história da premiação. Segundo o jurado, o autor foi recompensado por sua narrativa “empática e sem compromisso dos efeitos do colonialismo e o destino de refugiados presos entre culturas e continentes”.
Gurnah nasceu em 1948, no arquipélago de Zanzibar, e chegou ao Reino Unido como refugiado no final dos anos 1960, fugindo da perseguição à minoria muçulmana na Tanzânia. Ele é autor de 10 livros, publicados em inglês, além de contos. Entre as obras mais conhecidas do autor estão “Paradise” e “Desertion”, não publicados no Brasil. O último livro de Gurnah, “Afterlives”, foi publicado em 2020.
Sua obra se afasta das “descrições estereotipadas e abre nosso olhar para uma uma África Oriental diversa culturalmente, desconhecida em diversas partes do mundo”, explicou o júri. O escritor vive em Brighton e é professor aposentado da universidade de Kent.
Fonte: G1