Acordo EUA-Egito permitirá ajuda humanitária restrita a Gaza

Ajuda humanitária restrita deverá começar a fluir para a Faixa de Gaza a partir desta sexta-feira (20/10), informaram fontes da Casa Branca. No momento, há mais de 200 caminhões, com cerca de 3 mil toneladas de artigos humanitários posicionados próximo à passagem de Rafah, no Egito.

Na quarta-feira, o presidente dos Estados Unidos, Joe Biden, comunicara o fechamento de um acordo com seu homologo egípcio, Abdel Fattah al-Sisi, para permitir que um primeiro grupo de 20 caminhões começasse com as entregas.

O acerto foi divulgado ao fim da breve visita do democrata americano a Israel, em demonstração de solidariedade e visando dispersar as tensões regionais. Biden advertiu, porém, que a ajuda “vai acabar”, caso o grupo islamita palestino Hamas a confisque. Segundo o ministro egípcio do Exterior, Sameh Shoukry, os suprimentos entrarão no território palestino sob supervisão das Nações Unidas.

O gabinete do premiê israelense, Benjamin Netanyahu, prometeu que seu país “não impedirá” as entregas, se forem restritas aos civis do sul de Gaza e não acabarem nas mãos dos membros do grupo terrorista palestino Hamas. O comunicado não mencionava o abastecimento de combustível, urgentemente necessário para os geradores elétricos dos hospitais.

Em seguida aos atentados de 7 de outubro em território israelense pelo grupo Hamas – classificado como terrorista pelos EUA e a União Europeia, entre outros –, o ministro da Defesa de Israel, Yoav Gallant, anunciou um “cerco total” à Faixa de Gaza, suspendendo todo o abastecimento de alimentos, combustível e outros bens, e precipitando a população local numa crise humanitária.

Ligando o extremo sul de Gaza à Península do Sinal, Rafah é única conexão desse território palestino com o Egito. Cairo a tem mantido fechada desde que foi atingida por bombardeios israelenses em retaliação aos ataques-surpresa do Hamas.

Fonte: DW Brasil