Assolada pela quarta onda de covid-19 no país, a Alemanha registrou nesta quarta-feira (01/12) o maior número diário de mortes em decorrência da doença em nove meses. O Instituto Robert Koch (RKI), agência estatal alemã de controle e prevenção de doenças, notificou 446 mortes, a maior marca desde 20 de fevereiro, quando foram computados 490 óbitos.
Ao mesmo tempo, após sucessivos recordes, a incidência de novas infecções por 100 mil habitantes em sete dias caiu pelo segundo dia consecutivo nesta quarta, para 442,9, depois de ficar em 452,2 na véspera. A maior taxa desde o início da pandemia foi registrada no último domingo (479,4). No entanto, como entre infecções e mortes pela doença decorre certo tempo, a previsão é que os óbitos ainda aumentem nos próximos dias. O número de casos de covid-19 registrados em 24 horas reportado pelo RKI nesta quarta foi de 67.186.
Atualmente, o número de mortes diárias ainda corresponde a menos da metade do registrado no auge da segunda onda de covid-19 no país, no fim do ano passado, apesar de agora haver muito mais infecções. Especialistas afirmam que isso se deve à vacinação, que protege contra casos graves da doença. Acontece que o percentual de pessoas vacinadas está praticamente estagnado em torno de 68%, ainda bem abaixo da meta do governo de 75%. Os imunizantes enfrentam a resistência de uma parte significativa da população, apesar de esforços do governo e das agências de saúde.