Em busca da tão desejada neutralidade de carbono firmada no Acordo de Paris para 2050, cientistas do Instituto de Tecnologia de Massachusetts (MIT) se debruçaram sobre a fabricação do concreto, um material indispensável na construção civil, mas que responde hoje por quase 8% das emissões globais de dióxido de carbono (CO2).
O resultado da pesquisa, publicado no mês passado na revista PNAR Nexus, sugere a introdução de novos materiais nos processos atuais de fabricação do composto. Uma opção promissora é armazenar o CO2 diretamente no concreto, via mineralização forçada de carbonatos, tanto no cimento Portland quanto nos seus agregados.
O cimento libera, durante sua fabricação, enormes quantidades de CO2, não apenas como subproduto químico da produção em si, mas também na energia demandada durante a clinquerização, na qual a mistura de materiais (calcário e argila) deve ser aquecida a quase 1450º C.