Um estudo de pesquisadores da Universidade de Nova Gales do Sul, na Austrália, sugere que os modelos econômicos atuais subestimaram o potencial impacto das mudanças climáticas na riqueza das pessoas. Uma nova projeção da equipe prevê que um cenário mais extremo de aquecimento global, com aumento de 4°C na temperatura média do planeta até 2100, por exemplo, deixará cada pessoa da Terra cerca de 40% mais pobres – um aumento de quatro vezes em comparação a algumas estimativas anteriores.
O levantamento indica ainda que o Produto Interno Bruto (PIB) médio por habitante da Terra será reduzido em 16%, isso mesmo se o aquecimento for mantido nos níveis atuais, a 2°C acima dos níveis pré-industriais. Esta é uma redução muito maior do que se previa anteriormente, quando a queda no bolso do consumidor era calculada em cerca de “apenas” 1,4%.
Para chegar a tais resultados, os cientistas utilizaram um dos modelos econômicos mais populares, e o aprimorou com foco nos impactos de eventos climáticos extremos nas cadeias de suprimentos globais. Detalhes da pesquisa foram apresentados em um artigo publicado na segunda-feira (31) dentro da revista Environmental Research Letters.
Fonte: Revista Galileu