Cápsula OSIRIS-REx da NASA retorna à Terra com amostras de asteroide

Após sete anos e mais de 2 bilhões de km de distância, a missão da sonda OSIRIS-REx, da NASA, ao asteroide Bennu finalmente retornou à Terra. Lançada em 8 de setembro de 2016, a sonda tinha como principal objetivo procurar pistas sobre a origem do nosso sistema solar, bem como as origens da vida aqui na Terra.

Apesar de lançada em 2016, a sonda só foi pousar no asteroide anos depois, em 3 de dezembro de 2018. A coleta de amostras ocorreu entre 2019 e 2020, até finalmente iniciar a volta para casa, em maio de 2021. Ao chegar próximo a atmosfera, a sonda ejetou sua cápsula, que após cruzar a atmosfera a mais de 42 mil km/h e 3.000 ºC de temperatura, caiu na Terra no último domingo, dia 24, às 11h52 do horário de Brasília.

A sonda OSIRIS-REx (Origins, Spectral Interpretation, Resource Identification, Security-Regolith Explorer, algo como Explorador de Origens, Interpretação Espectral, Identificação de Recursos e Segurança-Regolito, em portugues), tinha como principal objetivo coletar amostras do asteroide Bennu. Batizado em homenagem à garça divina da mitologia egípcia, associada à criação e renascimento, o asteroide é vigiado de perto pelas agências espaciais.

Isso porque, Bennu tem 1 chance em 2700 de colidir com a Terra dentro dos próximos 300 anos. Com mais de 500 metros de diâmetro, um impacto de Bennu no planeta poderia causar estragos significativos. Bennu é às vezes chamado de “o asteroide do apocalipse”, por ser o objeto celeste com a maior chance de cair aqui na Terra.

Mas para além do monitoramento sobre impacto e formas de impedi-lo, o estudo sobre Bennu também é importante por outra razão. Ele pode conter pistas sobre as origens de vida no universo – e consequentemente, aqui na Terra. Isso porque Bennu se fragmentou de um objeto celeste formado nos primórdios do nosso sistema solar, há mais ou menos 1 bilhão de anos.

Fonte: Revista Superinteressante