A Polícia Federal deflagrou nesta quarta-feira 3 a Operação Venire, que mira um grupo suspeito de falsificar dados de cartões de vacinação nos sistemas do Ministério da Saúde.
A operação realizou buscas e apreensão na casa do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) e em outros 15 endereços de Brasília e do Rio de Janeiro. Seis pessoas foram presas, incluindo o ajudante de ordens de Bolsonaro, tenente-coronel Mauro Cid, e dois seguranças do ex-capitão, os militares Max Guilherme e Sérgio Cordeiro.
O esquema investigado pela Polícia Federal aponta que dados falsos eram inseridos em dois sistemas – Programa Nacional de Imunizações e a Rede Nacional de Dados em Saúde – de uso exclusivo do Ministério da Saúde. Neles, os criminosos indicavam que pessoas que não tomaram a vacina contra a Covid-19 tinham sido imunizadas. Os dados falsos eram usados para a emissão de documentos conhecidos como ‘passaporte vacinal’.
De acordo com a PF, as falsificações feitas pelo grupo ocorreram entre novembro de 2021 e dezembro de 2022. O objetivo era permitir que extremistas driblassem as restrições para não-vacinados impostas durante a pandemia. Os documentos emitidos com dados falsos, segundo a PF, foram usados no Brasil e nos Estados Unidos.
“As inserções falsas tiveram como consequência a alteração da verdade sobre fato juridicamente relevante, qual seja, a condição de imunizado contra a Covid-19 dos beneficiários”, explica a corporação em nota.
Fonte: Carta Capital