Cientistas identificam mutação do vírus zika que o tornaria mais perigoso

Em 2015, o vírus zika alarmou o Brasil e o mundo com uma epidemia que aumentou significativamente os casos de bebês nascidos com microcefalia. Agora, um novo estudo do Instituto La Jolla de Imunologia, nos Estados Unidos, demonstra que esse vírus pode sofrer mutações e se tornar mais infeccioso.

Para entender como a evolução do zika ocorre, a equipe recriou ciclos de infecção que se alternavam repetidamente entre células de mosquitos e camundongos. De acordo com a pesquisa, publicada nesta terça-feira (12) no peródico Cell Reports, o vírus tem facilidade para se replicar, o que aumenta o risco de mudanças em seu genoma. “Quando há tantos mosquitos e tantos hospedeiros humanos, esses vírus estão constantemente se movendo para frente e para trás, e evoluindo”, comenta, em nota, Sujan Shresta, coautora do estudo.

Os cientistas observaram, então, como o zika evolui naturalmente à medida que encontra mais hospedeiros. Isso acontece, segundo a investigação, por meio de uma mutação de aminoácidos (NS2B I39V/I39T) que ajuda o vírus a fazer mais cópias de si mesmo e, assim, propicia a infecção.

Fonte: Revista Galileu