Cinco novas fontes hidrotermais são descobertas nas profundezas do Pacífico

Pesquisadores da Universidade de Lehigh, nos Estados Unidos, encontraram cinco fontes hidrotermais com temperaturas de mais de 300°C na Dorsal do Pacífico Leste, no Oceano Pacífico. A descoberta foi anunciada em comunicado pela instituição nesta quarta-feira (1º).

As fontes hidrotermais foram encontradas a 2.550 metros de profundidade – só sendo possível visualizá-las a partir da ajuda de um robô subaquático autônomo que auxiliou no mapeamento do fundo do mar.

Fontes hidrotermais são jatos de água extremamente quentes, que podem alcançar temperaturas de até 350 °C, localizados em áreas de fissuras na crosta onde a água oceânica se encontra com o magma (lava vulcânica proveniente do interior da Terra). Esses jatos são ricos em minerais e sulfuretos metálicos, além de abrigarem uma gama de espécies marinhas, como peixes e caranguejos.

As novas fontes estão localizadas na Dorsal do Pacífico Leste, que compõe uma parte da cordilheira meso-oceânica, onde duas placas tectônicas estão lentamente se afastando. O mapeamento da região foi feito com o robô submarino Sentry, um veículo subaquático autônomo operado pelo programa National Deep Submergence Facility (NDSF) do Instituto Oceanográfico de Woods Hole (WHOI), um centro de pesquisa sem fins lucrativos nos Estados Unidos.

Os dados obtidos pelo Sentry possibilitaram a criação de mapas detalhados, posteriormente utilizados para programar o mergulho diurno da embarcação tripulada Alvin. “Os mapas de alta resolução do Sentry permitem-nos detectar prováveis ​​novos campos hidrotermais logo após o Sentry voltar ao convés”, disse McDermott, cientista-chefe da expedição. “Isso nos dá ótimos alvos para Alvin e a oportunidade de fazer múltiplas descobertas em um único mergulho.”

O submarino Alvin descobriu suas primeiras fontes hidrotermais em 1977, em uma cordilheira oceânica ao norte das Ilhas Galápagos, também no Oceano Pacífico. A novidade despertou na época discussões na comunidade científica, e hipóteses novas sobre o surgimento da vida na Terra.

Os pesquisadores estimaram que a vida teve início há aproximadamente 2,8 bilhões de anos, ocorrida em fontes hidrotermais no oceano. Investigar a vida nessas fontes oferece pistas valiosas para os cientistas compreenderem melhor esse processo na Terra e em outros planetas.

Fonte: Revista Galileu