Morta no último dia 8, a Rainha Elizabeth II será encerrada somente nesta segunda-feira (19), onze dias depois. Para que seu corpo suportasse todo esse tempo, foi necessária uma preparação especial. De acordo com informações do jornal inglês The Telegraph, o cadáver da monarca está lacrado em um caixão fabricado há 30 anos, feito de carvalho inglês e forrado com chumbo.
O caixão é construído normalmente, com madeira, mas revestido de chumbo. Na sequência, ainda é colocado dentro de um outro caixão externo. A meta é barrar totalmente a entrada de oxigênio e umidade, o que impede que bactérias, fungos, vírus ou quaisquer outros microrganismos se proliferem. Desta forma, então, a decomposição do corpo demora consideravelmente mais. Segundo a CNN da Grã-Bretanha, o cadáver pode ser preservado por até um ano nesse caixão. O modo como é fabricado, porém, também torna o objeto bem mais pesado do que os caixões normais. Por isso, são necessários ao menos oito carregadores para levá-lo.
Sepultamento da rainha
O caixão da rainha chega ao Castelo de Windsor às 11h06 desta segunda-feira. O rei Charles 3º e outros membros da família real voltam a acompanhar o caixão a pé; desta vez, para a capela de St. George, nos arredores do castelo.
No local, o reverendo David Conner inicia uma cerimônia reservada à realeza às 12h. Algumas das músicas tocadas durante o serviço religioso são de William Henry Harris, organista da capela entre 1933 e 1961 que foi professor de piano da rainha Elizabeth.
Ainda na cerimônia, um coral cantará “O Kontakion Russo dos Falecidos”, que também foi cantado no funeral do marido da rainha, o príncipe Philip, no ano passado.
No final, às 15h30, o caixão da rainha é colocado no cofre real, enquanto um flautista toca um lamento. Para encerrar o culto, o arcebispo de Canterbury pronuncia a bênção e toda a congregação volta a cantar “Deus Salve o Rei”.
Fonte: Yahoo