CURIOSIDADE: 646 anos depois, estudo investiga causa da morte de herdeiro do trono inglês no século 14

646 anos depois, a causa da morte de Eduardo, o ‘Príncipe Negro’, ainda intriga pesquisadores comprometidos em entender o que realmente resultou em seu óbito. Herdeiro do trono inglês no século 14, acreditava-se que o nobre faleceu diante de uma disenteria crônica, todavia, um novo estudo contraria o que foi repercutido.

O estudo foi publicado no BMJ Military Health na última terça-feira, 20. É mostrado que a doença responsável por afetar a saúde do príncipe provavelmente se iniciou com a sua vitória durante a Batalha de Nájera, na Espanha, no ano de 1367. Na época, uma crônica apontou que até 80% das tropas faleceu por ‘disenteria e outras doenças’.

A morte
Já os relatos feitos após a morte do nobre sugeriram que uma disenteria crônica, tipo amebiana, foi responsável por interromper a vida do príncipe. Vale ressaltar que esse tipo de doença pode ocasionar complicações que incluem inflamação intestinal e ulceração, além de inflamação extrema e distensão do intestino.

Todavia, a suposição intriga James Robert Anderson, médico do Exército Real Britânico. Autor do estudo, ele explica que, se o príncipe sofresse com a disenteria amebiana, os sintomas o impediriam de embarcar rumo a um conflito na França no ano de 1372.

Na visão do estudioso, o então herdeiro do trono britânico teria sofrido com as complicações ocasionadas por um surto de disenteria, conforme repercutido pela Galileu. Vale destacar que, na época, a paratifóide, que muito se assemelha a febre tifóide, já existia e resulta em disenteria.

Fonte: Revista Aventuras na História