Na manhã de 11 de setembro de 2001, a cidade de Nova York estremeceu diante de um acontecimento sem precedentes, que abismou até mesmo um dos serviços de inteligência mais competentes do mundo. Digno dos filmes hollywoodianos, experts em transformar catástrofes fictícias em espetáculos com duas horas de duração, o ataque às Torres Gêmeas do World Trade Center, até hoje, parece inverossímil.
O episódio, que matou cerca de 3 mil pessoas e reorientou a geopolítica mundial, borrou as fronteiras entre realidade e ficção. Quem há de esquecer a cena dos dois aviões se chocando contra os espigões de aço? Os minúsculos corpos abandonados ao desespero em meio à fumaça escura, despencando rumo à morte certa? Pessoas correndo para escapar da monstruosa nuvem de poeira que devorava as ruas? A incredulidade e o pânico não só dos americanos como de todo o mundo ocidental: o que vem em seguida?
Em 2021, o evento que instaurou um novo conceito de guerra, a chamada Guerra ao Terror, completou duas décadas. Nesse período, os Estados Unidos e seus aliados tiveram uma empreitada e tanto pela frente: descobrir como duelar contra um inimigo sem rosto e sem pátria, pulverizado em milhares de células terroristas que poderiam agir a qualquer momento, em qualquer lugar do planeta.
O desafio, até então inimaginável, lançou a América e forças de coalizão numa versão repaginada da caça às bruxas. Vinte anos depois, novos movimentos apontam para um possível desfecho desse trauma.
Fonte: Revista Aventuras na História