CURIOSIDADE: nascimento da gigante: neste dia, em 1554, ocorria a fundação de São Paulo

A história da grande São Paulo é tão dinâmica e múltipla como a cidade nos dias de hoje. Foi assim desde início – que, diferentemente do que se supõe, não teve apenas uma fundação, mas várias: a primeira, inteiramente informal, com João Ramalho, na segunda década do século 16, em Ururaí (hoje São Miguel Paulista). A segunda, com Martim Afonso de Sousa, em 1531, em local desconhecido (mas talvez no atual centro histórico de São Paulo).

Já a terceira, com o padre Leonardo Nunes, em 1550, se deu com o estabelecimento da capela de Santo André de Borba do Campo. Já a quarta, a tradicional, consagrada pela historiografia clássica, com Nóbrega e Anchieta, em 25 de janeiro de 1554, no Pátio do Colégio, e, por fim, a quinta, e definitiva, em 1560, quando se deu a transferência dos moradores de Santo André para a colina de Piratininga.

Apesar de a multiplicidade e o dinamismo já estarem, portanto, plenamente “misturados” à trajetória da maior metrópole da América do Sul, tais elementos não foram fruto apenas da sequência de fundações: a mobilidade era a marca primordial dos aldeamentos indígenas que lhe deram origem.

E tão intensa é a ligação entre a São Paulo dos portugueses e a Piratininga dos tupiniquins que se pode falar numa outra fundação da cidade cujo aniversário é celebrado: nesse caso, uma pré-fundação, já que está ligada ao surgimento das aldeias esparramadas pelo topo do planalto paulista antes de 1500.

De fato, na zona hoje inteiramente ocupada e descaracterizada pela vasta malha urbana de São Paulo, existiam, antes (e até seis décadas depois) da chegada dos europeus, várias aldeias tupiniquins.