O Brasil encarou neste domingo suas eleições mais atípicas da história recente, em meio ao temor pelo aumento de casos e mortes pelo coronavírus ―que já matou 165.798 pessoas desde o início da pandemia. A abstenção chegou aos 23,14%, maior índice de ausência de eleitores em um pleito municipal desde 2008, pelo menos. A estimativa do tribunal, porém, era de que o índice poderia chegar aos 30%, em decorrência da pandemia. Segundo as informações divulgadas pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE), na noite deste domingo (15).
As eleições deste ano foram realizadas em meio à pandemia de Covid-19, razão pela qual analistas consideravam que a abstenção (percentual de eleitores que não compareceram para votar) seria elevada. Segundo números do TSE, nas duas eleições municipais anteriores, a abstenção no primeiro turno foi de 17,58% em 2016 e de 16,41% em 2012. Na eleição mais recente, a presidencial de 2018, a abstenção no primeiro turno ficou em 20,33%.
Houve pontos fora da curva, claro. Em Porto Alegre (RS), a abstenção de 33,09% (a maior nas capitais) ficou acima dos índices obtidos por Sebastião Melo (MDB – 31,01%) e Manuela D’Ávila (PCdoB – 29%), que vão disputar o segundo turno. Macapá (AP) não teve eleições devido ao apagão que atingiu o Amapá. Nas 25 capitais onde houve votação, apenas oito ficaram abaixo da média nacional de abstenções: Cuiabá (MT – 22,01%), Fortaleza (CE- 21,84%), João Pessoa (PB – 21,28%), São Luís (MA – 20,92%), Belém (PA – 20,78%), Teresina (PI – 20,03%), Recife (PE – 19,89%) e Manaus (AM – 18,46%).