Os restos mortais de um homem com nanismo, que tinha 1,15 metro de altura, foram escavados em um cemitério medieval em Łekno, na Polônia, na década de 1990 – e agora, mais de três décadas depois desse achado, pesquisadores puderam criar uma aproximação facial do rosto do indivíduo.
A pesquisa registrada nesta segunda-feira (28) em uma pré-impressão no site bioRxiv, foi liderada pelo designer 3D brasileiro Cicero Moraes. O especialista atuou em colaboração com Marta Krenz-Niedbała e Sylwia Łukasik, do Instituto de Biologia Humana e Evolução da Universidade Adam Mickiewicz, na Polônia; e Camilo Serrano Prada, da Clínica San Marcel, na Colômbia.
A aproximação facial se baseou em dois modelos 3D do crânio do homem enterrado no cemitério na Polônia, denominado indivíduo “Ł3/66/90”. Os restos esqueléticos dele, que morreu quando tinha entre 30 a 45 anos, datam dos séculos 9 a 11 d.C.
Nanismo e outros distúrbios
Uma pesquisa anterior, publicada em agosto de 2022, revelou que o homem medieval sofria de acondroplasia, ou nanismo acondroplásico, uma condição congênita, hereditária e familiar. Esta condição é uma das formas mais comuns de displasia esquelética, mas ainda assim só ocorre em cerca de 4 a cada 100 mil nascimentos.
Este tipo de nanismo reduz a altura corporal. Homens com o distúrbio têm, em média, 1,30 m de estatura, enquanto as mulheres em geral têm 1,25 m. Para se ter uma ideia, a estatura média dos homens na população medieval de Łekno sem nanismo era de 1,75 m.
Fonte: Revista GALILEU