eVTOLs:  mercado bilionário de “carros voadores” deve atingir US$ 102 bilhões até 2040 e o Brasil está bem posicionado para ser protagonista

Os roteiristas de ficção científica a partir dos anos 1950 imaginaram um futuro onde muitos dos problemas cotidianos estariam resolvidos. Robôs para trabalhos domésticos, casas inteligentes e carros voadores seriam as soluções. Algumas dessas ideias já chegaram e os veículos voadores podem começar a fazer parte da paisagem em breve, ainda que de maneira diferente da imaginada pelos roteiristas de ficção.

Sua denominação oficial é eVTOL (sigla em inglês para “decolagem e aterrissagem vertical elétrica”). Não são exatamente carros voadores, tampouco são helicópteros ou jatinhos de pequeno porte. São aeronaves que pousam e decolam com mecanismos similares aos dos drones. Atualmente, cerca de cem empresas desenvolvem protótipos de eVTOLs. Entre elas a Eve Air Mobility, uma subsidiária da brasileira Embraer.

Mobilidade aérea urbana
Os estudos sobre “carros voadores” não são novidade. Já existiam protótipos para modelos similares desde os anos 1990. O que mudou nos últimos anos foi o avanço da tecnologia, que permitiu o desenvolvimento de melhores protótipos, e dos conceitos em volta da mobilidade aérea urbana (UAM, na sigla em inglês), que envolvem a criação de infraestrutura, integração de sistemas e modelo operacional para as aeronaves.

A Eve não atua somente no desenvolvimento das aeronaves, mas também trabalha com soluções para o conceito de UAM. No último ano, a subsidiária da Embraer realizou estudos por meio de operações simuladas no Rio de Janeiro, Miami, Londres e, neste mês, em Chicago, com o objetivo de dados sobre o ecossistema que precisa ser construído para os eVTOLs.

Fonte: Forbes Brasil