Um encontro com o ex-presidente Lula (PT) em Brasília selou a aliança entre PT e MDB para eleições ao governo do RN. A governadora Fátima Bezerra vai buscar sua reeleição tendo como vice o deputado federal Walter Alves e atendendo uma articulação feita pelo próprio Lula.
Aqui a repercussão do encontro ganhou as manchetes dos principais blogs e portais de notícias com a foto que mostra Fátima Bezerra, Lula, Walter Alves e Gleisi Hoffmann, Presidente Nacional do PT comemorando a aliança política. Mas mesmo sem Carlos Eduardo Alves (PDT) estar presente no encontro, o jornal da família do ex-prefeito, a Tribuna do Norte, conseguiu ler que o encontro também selou seu nome para o senado com apoio do PT nacional, mesmo sabendo que o PDT poderá ter Ciro Gomes como candidato à presidência contra Lula. Às vezes é preciso escrever algo que agrade o patrão…
Mas sendo ou não o candidato do PT nacional, Carlos Eduardo é o candidato de Fátima e ela age com estratégia ao desarticular o único nome possível e viável de um adversário para o pleito. Todo mundo sabe que o “companheiro Carlos” não agrega votos para Fátima. Mas melhor tê-lo por perto que arriscar uma disputa contra ele. Não é mesmo?
Sem contar que agora aceitando o MDB a pedido de Lula, não custa o PT Nacional dar uma de cego, surdo e mudo para o apoio de Fátima ao filho de Agnelo. Quem diria… ainda me pergunto como isso é possível? Às vezes, eu juro que Fátima está só brincando e na hora H ela não vai ter Carlos Eduardo como seu candidato ao senado. Vai dar o troco depois de tudo que já passou nas mãos de Alves desde os tempos de sindicalista. Será? No metaverso essa seria a história perfeita, mas vamos de realidade e fatos…
E nesse sentido, a candidatura de Walter como vice, pode salvar outro Alves. Sem o filho de Garibaldi Alves concorrendo a uma vaga na câmara dos deputados federais, sobra espaço para Henrique Alves voltar ao Congresso. Isso se ele não for preso pela falta de pagamento da pensão do filho.
Quem diria que Fátima Bezerra, uma mulher, negra, professora, LGBTQIA+ poderia ser a única “tábua de salvação”para o futuro político da mais tradicional e oligárquica família política potiguar?