Governo de Malta propõe acabar com proibição total ao aborto

O governo de Malta, país insular membro da União Europeia (UE), apresentou nesta segunda-feira (21/11) um projeto de lei para flexibilizar a sua rígida lei de aborto e permitir a interrupção da gravidez se a vida ou a saúde da gestante estiverem em sério risco. A proposta de mudança da lei vem após a reação internacional sobre o tratamento dispensado em junho a uma turista americana grávida que passava férias em Malta quando teve um sangramento intenso e o rompimento prematuro da bolsa amniótica e teve que voar às pressas da ilha após não conseguir receber atendimento médico.

A coalizão que governa Malta tem uma maioria confortável no Parlamento, o que sugere que a aprovação do projeto seja provável.

O que a cruzada antiaborto ignora
O fim da última proibição geral ao aborto em países da UE foi saudado pelos ativistas malteses como uma vitória há muito esperada pelos direitos das mulheres, embora avaliem que a medida não seja abrangente o suficiente.