Longe de uma definição, com lentidão na contagem dos votos, tendência do resultado das eleições nos EUA é pró-Biden

A eleição presidencial nos Estados Unidos ainda não tem um vitorioso, mas a tendência está estabelecida. O democrata Joe Biden está muito próximo de chegar aos 270 votos necessários para se eleger no Colégio Eleitoral e, dos seis estados com resultados em aberto, quatro oferecem caminhos que lhe são favoráveis. Ao presidente Donald Trump, por outro lado, não basta vencer nos outros dois. Com poucos votos por contar, precisa reverter tendências. 

Trump já declarou em dois tuítes que “Clamamos os votos eleitorais da comunidade da Pensilvânia (que não permite observadores legais), do estado da Geórgia e do estado da Carolina do Norte, todos com GRANDES margens para Trump”, ele próprio escreveu. “Adicionalmente, clamamos aqui o estado do Michigan onde, factualmente, um grande número de cédulas foi eliminado secretamente conforme amplamente divulgado.” Ambos os tuítes foram marcados pela plataforma como informação questionável e tiveram sua distribuição reduzida. 

Já em relação a Joe Biden, do DEMOCRATAS, a contagem na Pensilvânia está sendo acompanhada por observadores de ambos os partidos e os três primeiros estados ainda estão contando votos. No Michigan, Joe Biden venceu. “Após uma longa noite contando votos, está claro que estamos vencendo em estados o suficiente para alcançar os 270 votos”, disse Joe Biden ontem à tarde, em discurso. “Não estou declarando ter vencido, mas dizendo que quando a contagem final vier, acredito, seremos os vencedores.” (Assista.) Sua campanha já colocou no ar um site de transição de governo. O objetivo de ambos é ocupar território e gerar a percepção de vitória.

Aqui no Brasil, o presidente Jair Bolsonaro pretende retardar um telefonema de congratulações se Joe Biden vencer. Vai esperar os movimentos do presidente Donald Trump, inclusive possíveis recursos judiciais, segundo informou a CNN Brasil. Bolsonaro já havia se queixado sobre Biden com jornalistas. “O candidato democrata, em duas oportunidades, falou sobre a Amazônia. É isso que vocês estão querendo para o Brasil? É uma interferência de fora pra dentro.”, de acordo com O GLOBO.