A farmacêutica Moderna informou ontem (20/12) que a dose de reforço de sua vacina contra a covid-19 demonstrou em testes de laboratório um alto índice de proteção contra a variante ômicron do coronavírus. Segundo a empresa, a versão atual do imunizante continua a ser a “primeira linha de defesa contra a ômicron”.
A Moderna afirma que o ciclo de duas doses gera anticorpos de baixa neutralização contra a ômicron, mas uma dose de reforço de 50 microgramas aumenta 37 vezes a capacidade dos anticorpos de neutralizar a nova variante. Uma dose maior da mesma vacina, de 100 microgramas, aumenta os níveis dos anticorpos em mais de 80 vezes.
Os dados, que ainda não foram analisados por outros especialistas, foram obtidos através de testes sanguíneos em pessoas que receberam a vacina contra um pseudovírus, criado para se assemelhar à ômicron.
As conclusões são semelhantes às reveladas por estudos dos Institutos Nacionais de Saúde dos EUA, apresentadas há poucos dias pelo especialista americano em doenças infecciosas Anthony Fauci, uma das maiores autoridades do país no assunto.