Em 1° de dezembro é celebrado o Dia Mundial de Combate à Aids, uma epidemia que ainda mata, todos os anos, cerca de 650 mil pessoas em todo o mundo. Em entrevista à RFI, a diretora do Unaids, Winnie Byanyima, mostra como o agravamento das desigualdades sociais tem contribuído para aumentar as contaminações, principalmente na África, a região do mundo mais afetada pela doença. As desigualdades de gênero também elevam o impacto da infecção viral entre mulheres e meninas africanas.
Vários países no mundo têm registrado um aumento no número das contaminações pelo vírus HIV, prejudicando décadas de esforços empenhados para diminuir os casos da doença. O novo relatório anual do Unaids (Programa Conjunto das Nações Unidas sobre HIV/Aids) alerta que o peso crescente das desigualdades está dificultando os avanços nas políticas de saúde.
De acordo com a ugandense Winnie Byanyima, a luta contra a Aids vem sendo afetada por vários fatores. “Já não estávamos muito bem há alguns anos, aí chegou a Covid-19 e suas consequências econômicas comprometeram muitas coisas”, afirma.
“Quando estávamos tentando nos recuperar, veio a guerra na Ucrânia, que levou à alta de preços dos combustíveis, dos alimentos, do custo de vida, deixando muitos países em dificuldades”, lamenta.