Abrindo as comemorações da semana mundial do meio ambiente, o Museu Câmara Cascudo (MCC) e o Parque da Cidade lançam a exposição “Fauna Potiguar: passado e presente”, que traz exemplares da fauna potiguar, além de fósseis de invertebrados marinhos que viveram há milhares e milhões de anos onde hoje é o sertão potiguar, além de fragmentos de fósseis de grandes mamíferos como preguiças gigantes, que foram extintos há cerca de 10 mil anos. A sala de exposições do Parque da Cidade funciona de segunda a sexta, das 8h às 17h e aos domingos e feriados das 13h às 17h. A entrada é gratuita.
Desde o ano passado, o MCC e o Parque da Cidade firmaram parceria para ações colaborativas, incluindo a cessão de acervo para mostras e exposições. Ainda em dezembro, foi lançada a exposição “Fauna Potiguar”, que apresentava duas coleções de animais empalhados, com quarenta exemplares de 31 espécies, entre mamíferos, répteis e aves, além de insetos e aracnídeos do acervo do próprio Parque da Cidade. Em maio, parte do acervo voltou ao Museu para o relançamento da exposição “Aves e Evolução: uma perspectiva histórica”.
Agora, na semana do meio ambiente deste mês de Junho a exposição foi reformulada, incluindo peças das coleções Bacia Potiguar e Taxidermia do acervo de Paleontologia do Museu Câmara Cascudo: São 16 animais taxidermizados, 5 conchas de moluscos atuais, além de 16 fósseis de animais invertebrados e vertebrados. A mostra inclui exemplares como parte da mandíbula de uma preguiça gigante e os fragmentos de uma carapaça do gliptodonte, animais que viveram em nosso território há cerca de dez mil anos e podiam pesar de duas a cinco toneladas e ter o tamanho de um automóvel.
As peças mais antigas em exposição são fósseis de pequenos animais marinhos, encontrados na porção norte do nosso estado em municípios como João Câmara, Ipanguaçu, Mossoró e Dix-Sept Rosado, quando a região era coberta pelo mar, há 96 milhões de anos. A exposição ainda inclui insetos, aranhas e serpentes do acervo do Parque da Cidade, incluindo o lagartinho-do-folhiço, espécie endêmica da nossa cidade e que é símbolo do Parque da Cidade e do Parque das Dunas.
Para Glauco Albuquerque, curador da mostra, “Mudanças climáticas e extinção de espécies ocorreram naturalmente ao longo da história da Terra, mas nos dias de hoje, nós, seres-humanos, estamos intensificando essas mudanças e causando a extinção de espécies num ritmo muito mais acelerado, o que compromete o equilíbrio ecológico dos ecossistemas e nossa própria qualidade de vida. A exposição promove uma reflexão sobre a relação do ser humano com esses processos”, afirma.
Para o professor Claude Aguiar, chefe do Setor de Paleontologia do MCC, o papel do Museu é oferecer acesso “a exemplares da biodiversidade referente a um intervalo de tempo da história geoambiental do RN e que é desconhecida da maior parte da nossa comunidade. Essas amostras se referem a uma época distante em que boa parte do nosso território era coberta pelo mar. A visita a esse ambiente oferece um atrativo suplementar e mais um atrativo ao muito agradável ambiente do Parque da Cidade”, comenta ele.
O Parque da Cidade Dom Nivaldo Monte tem entradas pela zona Sul, na Av. Omar O’Grady, 8080, Candelária, e pela zona Oeste, na Rua Santo Amaro, S/N, Cidade Nova. Informações e visitas no site parquedacidade.natal.rn.gov.br.