Um juiz federal dos Estados Unidos arquivou um processo movido contra a banda Nirvana pelo americano Spencer Elden, o bebê que aparece nu na capa do álbum Nevermind (1991), uma das mais icônicas de todos os tempos. A ação acusava o grupo de pornografia infantil e exploração sexual. No processo movido no ano passado, Elden pedia 150 mil dólares em danos aos réus, que incluíam os ex-membros ainda vivos do Nirvana, Dave Grohl e Krist Novoselic, a herdeira do patrimônio do vocalista Kurt Cobain, morto em 1994, Courtney Love, bem como o fotógrafo Kirk Weddle, autor da foto da capa.
Ao arquivar a ação, o juiz Fernando Olguin argumentou que Elden demorou tempo demais para alegar que foi explorado sexualmente quando era menor de idade. O processo só foi movido mais de dez anos depois de ele ter conhecimento sobre a existência da capa.
“Como o autor [da ação] teve a oportunidade de resolver as deficiências em sua queixa em relação à prescrição, o tribunal está convencido de que seria inútil conceder ao autor uma quarta oportunidade de apresentar uma queixa alterada”, escreveu o juiz.
Olguin já havia rejeitado o caso em janeiro de 2022, depois que os advogados de Elden haviam perdido um prazo, mas estes acabaram recorrendo mais tarde no mesmo mês.