Nirvana ganha ação movida por bebê que aparece nu em capa de disco que fez sucesso na década de 90

Um juiz federal dos Estados Unidos arquivou um processo movido contra a banda Nirvana pelo americano Spencer Elden, o bebê que aparece nu na capa do álbum Nevermind (1991), uma das mais icônicas de todos os tempos. A ação acusava o grupo de pornografia infantil e exploração sexual. No processo movido no ano passado, Elden pedia 150 mil dólares em danos aos réus, que incluíam os ex-membros ainda vivos do Nirvana, Dave Grohl e Krist Novoselic, a herdeira do patrimônio do vocalista Kurt Cobain, morto em 1994, Courtney Love, bem como o fotógrafo Kirk Weddle, autor da foto da capa.

Ao arquivar a ação, o juiz Fernando Olguin argumentou que Elden demorou tempo demais para alegar que foi explorado sexualmente quando era menor de idade. O processo só foi movido mais de dez anos depois de ele ter conhecimento sobre a existência da capa.

“Como o autor [da ação] teve a oportunidade de resolver as deficiências em sua queixa em relação à prescrição, o tribunal está convencido de que seria inútil conceder ao autor uma quarta oportunidade de apresentar uma queixa alterada”, escreveu o juiz.

Olguin já havia rejeitado o caso em janeiro de 2022, depois que os advogados de Elden haviam perdido um prazo, mas estes acabaram recorrendo mais tarde no mesmo mês.