Durante a entrevista sobre a nova regra fiscal, o ministro da Fazenda, Fernando Haddad, disse que, como as novas regras preveem que o crescimento das despesas esteja atrelado ao das receitas, o país poderá formar uma espécie de “colchão” para atravessar momentos difíceis na economia.
“Você faz colchão na fase boa para poder usar na fase ruim e não deixar que o Estado se desorganize. Você dá segurança, não só para empresário que quer investir, mas para famílias que precisam do apoio do Estado no que diz respeito aos serviços essenciais”, afirmou o ministro.
Segundo o secretário do Tesouro Nacional, Rogério Ceron, o piso dos investimentos atualmente, em 2023, está entre R$ 70 bilhões e R$ 75 bilhões. Esse piso será corrigido pela inflação ao longo do tempo.
“Se nós cumprirmos essas trajetórias, com esses mecanismos de controle, nós vamos chegar a 2026 em uma situação de bastante estabilidade no que diz respeito a esses agregados. As trajetórias de inflação, juro real e dívida pública vão se acomodar em uma situação muito mais favorável do que a que nós encaramos hoje”, afirmou Haddad durante a apresentação do novo arcabouço fiscal, na sede do ministério. A regra proposta pelo governo Lula (PT) vai substituir o teto de gastos.