Uma mulher da Argentina parece ter se livrado do HIV sem drogas ou tratamento — o segundo caso documentado desse tipo no mundo. Os médicos acreditam que o sistema imunológico da paciente eliminou o vírus por conta própria. Testes em mais de 1 bilhão de suas células não encontraram nenhum traço viável da infecção, segundo a revista científica Archives of Internal Medicine. Se esse processo fosse capaz de ser controlado, poderia oferecer uma maneira de eliminar ou curar efetivamente o HIV, dizem os especialistas.
Eliminando o HIV
As descobertas são mais uma prova de que algumas pessoas nascem com resistência natural ao HIV. Alguns têm genes que evitam a infecção.
Outros — incluindo “a paciente Esperanza”, que deseja permanecer anônima — parecem contrair, mas depois erradicam o vírus. Mas a maioria das pessoas com HIV precisa de terapia antirretroviral (TARV) para o restante da vida. Nos últimos anos, entretanto, houve relatos de “controladores de elite” que podem suprimir o vírus, com ajuda, mas sem medicação para o HIV.
Essas pessoas continuam tendo o diagnóstico positivo para o vírus, mas não realizam tratamento para controlar sua carga viral, que é indetectável. Portanto, não podem infectar outras.
Adam Castillejo, de Londres, conseguiu parar de tomar seus comprimidos diários para o HIV depois de receber um tratamento com células-tronco de um doador para um câncer que ele também tinha. Suas células infectadas pelo HIV foram eliminadas e substituídas durante a terapia do câncer. E, felizmente, seu doador fazia parte do minúsculo grupo de 1% das pessoas que nasceram com genes que impedem o HIV de entrar e infectar as células. Não está claro quanto tempo essa vantagem pode durar para Castillejo, no entanto.
Fonte: BBC Brasil