Para monitorar a ocorrência de distúrbios do sono, pesquisadores incorporaram sensores no tecido de pijamas, que são capazes de monitorar os movimentos do tronco corporal para captar a respiração. A vestimenta consegue ter precisão mesmo sem estar rente ao pescoço e ao peito. Os resultados foram publicados em 11 de fevereiro no periódico Proceedings of the National Academy of Sciences (PNAS).
Estima-se que mais de 60% dos adultos no mundo não tenham uma boa qualidade de sono, o que leva à perda de 44 a 54 dias úteis anuais e a uma redução estimada de um por cento no PIB global. Indivíduos que não conseguem dormir bem correm o risco de desenvolver doenças crônicas, como problemas cardiovasculares, diabetes e depressão.
Algoritmos da inteligência artificial (IA) treinaram os sensores impressos nos pijamas para identificar diferentes estados de sono. Com êxito, o dispositivo, que é lavável, consegue identificar 6 estados com 98,6% de precisão, mas sem considerar as mudanças de posições que ocorrem enquanto o indivíduo dorme.
“O sono ruim tem efeitos enormes em nossa saúde física e mental, e é por isso que o monitoramento adequado do sono é vital”, diz o líder da pesquisa, Luigi Occhipinti do Cambridge Graphene Centre, em comunicado. “No entanto, o padrão ouro atual para monitoramento do sono, polissonografia ou PSG, é caro, complicado e não é adequado para uso em longo prazo em casa.”
Fonte: Revista Galileu