Uma “estrada” de gelo pode ter permitido a vinda dos primeiros humanos à América do Norte há cerca de 16 mil anos, segundo sugere um novo estudo apresentado no último dia 15 na Reunião Anual da União Geofísica Americana (AGU23) em São Francisco, nos Estados Unidos.
A conferência, que durou uma semana, reuniu 24 mil especialistas da área das ciências da Terra e do espaço e conectou 3 mil participantes online. O estudo apresentado na reunião se baseia em reconstruções paleoclimáticas do Noroeste do Pacífico.
A pesquisadora Summer Praetorius, do Serviço Geológico dos EUA, e seus colegas examinaram sedimentos oceânicos, muitos contendo plâncton fossilizado minúsculo. A abundância e química desses organismos fósseis ajudou a equipe a reconstruir as temperaturas do oceano, a salinidade e a cobertura de gelo marinho.
A partir de modelos climáticos, os pesquisadores descobriram que as correntes oceânicas tinham mais que o dobro da força que têm hoje durante o auge da última glaciação máxima devido aos ventos glaciais e o nível mais baixo do mar.
Essas condições teriam tornado a viagem de barco muito difícil, segundo Praetorius conta em comunicado. Porém, os registros também mostraram que grande parte da área estudada tinha gelo marinho no inverno até cerca de 15 mil anos atrás.
Fonte: Revista Galileu