O cientista Alexander Morgan, do Instituto de Ciências Planetárias de Tucson, no estado americano do Arizona, determinou as escalas de tempo máximas de formação dos vales marcianos. Segundo um novo estudo do especialista, a água fluiu intermitentemente por centenas de milhões de anos nos vales do Planeta Vermelho. A pesquisa foi publicada em 9 de dezembro de 2023 na revista Earth and Planetary Science Letters. Morgan usou crateras de impacto marcianas como ferramenta de datação.
As redes de vales em Marte se originaram há mais de 3 bilhões de anos e sempre foram consideradas uma das evidências mais fortes de água líquida nos primórdios do planeta. Trabalhos anteriores descobriram que foram necessários no mínimo dezenas de milhares de anos para erodir esses vales; porém, a frequência dos eventos de fluxo e, portanto, o período total ao longo do qual os vales se formaram, não haviam sido determinados.
Conforme o Morgan, a superfície marciana atual é um deserto, mas ainda preserva extensas evidências de água corrente no passado, incluindo o que parecem ser os vales fluviais. “A escala de tempo ao longo da qual esses vales se formaram tem grandes implicações para a habitabilidade de Marte no seu passado, já que eras longas com água líquida estável seriam mais propícias à vida”, afirma o pesquisador em comunicado.
Fonte: Revista Galileu