Cientistas dissecaram amostras de cérebro humano e descobriram que o Alzheimer gera mudanças em muitas outras células cerebrais além dos neurônios, já conhecidos por morrerem conforme a doença progride. A novidade foi apresentada em estudo publicado em 24 de setembro na revista Nature Communications.
A pesquisa identificou também novos genes que podem ser alvos para criar medicamentos contra esse tipo de demência. Liderada por cientistas da Universidade de Exeter, na Inglaterra, a análise incluiu 631 amostras cerebrais doadas para o banco Brains for Dementia Research, que apresenta tecidos do cérebro de vítimas que morreram de Alzheimer.
De cada indivíduo, a equipe dissecou duas regiões distintas do córtex afetadas de forma diferente pela doença. “A generosidade das pessoas que doaram seus cérebros para pesquisa nos permitiu fazer essas descobertas emocionantes e podem ser a chave para encontrar novos tratamentos para o Alzheimer”, afirma Jonathan Mill, líder do artigo, em comunicado.
Fonte: Revista Galileu