Segundo revista, Cannabis pode gerar 300 mil empregos no Brasil

O mercado de cannabis medicinal segue em forte crescimento no Brasil. Desde 2020, as farmacêuticas podem solicitar à Anvisa uma autorização para vender nas farmácias físicas do país e processar o derivado da maconha em instalações no país. A agência já permitia desde 2015 a compra online via importação da substância canabidiol.

Segundo a Revista Exame, neste momento, apenas a empresa paranaense Prati-Donaduzzi recebeu o aval para comercialização do produto, mas a Anvisa tem um grande número de pedidos de empresas para autorização de venda em espera, e a agência já indicou que pode autorizar outros empreendimentos que queiram entrar no mercado, embora o processo seja lento para a chegada nas prateleiras por conta das exigências rígidas da agência e por conta da importação do produto.

A expectativa de autorização gera uma outra expectativa paralela: a de geração de empregos. A empresa Clever Leaves prevê que o setor poderia gerar 328 mil empregos para a economia brasileira após o quarto ano de sua regulamentação. Neste cálculo, estão incluídas vagas dentro do setor da exploração industrial do cânhamo – variação da cannabis que pode ser utilizada principalmente para fibras têxteis – por exemplo.

Essa expectativa é gerada por conta do exemplo norte-americano: segundo a US Bureau of Labor Statistics, atualmente 371 mil profissionais trabalham na indústria de cannabis nos Estados Unidos, número que já é maior que o de engenheiros elétricos e dentistas no mercado de trabalho estadunidense.

Vale destacar que o plantio do cânhamo já é legalizado em território americano e já há uma economia complexa de fazendas com foco na extração de substâncias medicinais como o canabidiol. Além disso, boa parte dos estados norte-americanos permitem o cultivo e o mercado da cannabis para uso recreativo.

Fonte: Yahoo