Uma das maiores brigas da astronomia moderna, o rebaixamento de Plutão a “planeta anão”, é novamente retomada no meio científico. Um grupo de pesquisadores de diversas universidades dos Estados Unidos, incluindo a Universidade da Flórida Central e a Johns Hopkins, publicou um artigo no qual argumentam pela revogação da mudança de categoria.
Intitulado “Luas são planetas: utilidade científica versus teleologia cultural na taxonomia da ciência planetária”, em tradução livre, o texto ataca diretamente os critérios usados pelos pesquisadores para definir o que, afinal de contas, é um planeta. Segundo a regra vigente, é preciso que o corpo celeste seja esférico, orbite o sol e seja o maior dentre os objetos que o circundam.
É neste quesito que Plutão foi excluído, já que sua massa é comparável à de Caronte, antes considerado um satélite de Plutão e agora parte de um sistema de planeta duplo com ele. Essa reformulação, de 2006, teve a intenção de limitar o número de corpos celestes que poderiam ser considerados planetas. Segundo a argumentação da época, a intenção é que a categoria não perdesse o sentido e pudesse ser estudada como um grupo específico de astros com características comuns entre si.