O governo federal suspendeu a partir desta quinta-feira (23/02) a exportação de carne bovina para China, após a confirmação de um caso de vaca louca no Pará. “Seguindo o protocolo sanitário oficial, as exportações para a China serão temporariamente suspensas a partir desta quinta-feira”, diz o comunicado divulgado pelo Ministério da Agricultura e Pecuária. A medida é padrão nesses casos, estando prevista num acordo sanitário com o país asiático.
O caso foi informado à Organização Mundial de Saúde Animal (OMSA) e amostras foram enviadas para o laboratório referência da instituição em Alberta, no Canadá, para determinar se a ocorrência se trata de um caso clássico, em que há transmissão de um animal para outro, ou atípico, em que a doença se desenvolve de forma espontânea na natureza, geralmente em animais mais velhos.
A Agência de Defesa Agropecuária do Estado do Pará (Adepará) não especificou o município onde o caso foi registrado, informando apenas que ocorreu numa pequena localidade no sudeste paraense, numa propriedade com 160 cabeças de gado, que foi isolada, inspecionada e interditada preventivamente. O animal infectado foi abatido, e sua carcaça, incinerada, informou o Ministério da Agricultura e Pecuária. Ele era criado em pasto, sem ração.
Em comunicado, a Adepará destacou que trabalha com a hipótese de caso atípico, sem risco de disseminação ao rebanho e a seres humanos. A morte em pasto aumenta as chances de que o suposto caso de vaca louca tenha se originado de forma atípica, espontaneamente na natureza, em vez de ser transmitido pela ingestão de ração animal contaminada. Isso, em tese, reduz as chances de imposições de barreiras comerciais.